A discussão proposta impõe enfatizar que as preocupações mais latentes não dizem respeito à informação em si, mas àquilo que pode ser feito com ela por sistemas cuja sofisticação crescente – ao menos potencialmente – pode produzir efeitos indesejados em contextos e graus nem sempre antecipáveis pela razão humana. E isso mesmo quando não é difícil antever, hodiernamente, que a utilização de volumes massificados de dados, tratados por inteligências artificiais com elevada capacidade analítica, tem grande potencial de violar direitos de personalidade afetos à intimidade e à vida privada, e, ainda, manipular pessoas, para fins comerciais e até políticos, expondo assim a inaceitável risco tanto distintas liberdades como a democracia.
A discussão proposta impõe enfatizar que as preocupações mais latentes não dizem respeito à informação em si, mas àquilo que pode ser feito com ela por sistemas cuja sofisticação crescente – ao menos potencialmente – pode produzir efeitos indesejados em contextos e graus nem sempre antecipáveis pela razão humana. E isso mesmo quando não é difícil antever, hodiernamente, que a utilização de volumes massificados de dados, tratados por inteligências artificiais com elevada capacidade analítica, tem grande potencial de violar direitos de personalidade afetos à intimidade e à vida privada, e, ainda, manipular pessoas, para fins comerciais e até políticos, expondo assim a inaceitável risco tanto distintas liberdades como a democracia.